Espaços

O Núcleo Museológico de Fotografia do Douro Superior encontra-se dividido em dois pisos de exposição.

No piso inferior, a visita inicia-se com um resumo da história do edifício, o registo fotográfico e a coleção arqueológica, com os materiais recolhidos nas obras de intervenção empreendidas entre 2004 e 2009.

De seguida, é apresentado um painel com uma cronologia das principais inovações da história da fotografia. Ilustram o resto da sala, vários painéis contendo registos fotográficos dos principais monumentos do Douro Superior e concelhos adjacentes, para além de trabalhos agrícolas – das ceifas e do cultivo da amendoeira; do fabrico de amêndoa coberta; da caça; da pastorícia; da fiação; da exploração mineira na Serra do Roboredo; do trabalho dos ferreiros; dos caminhos-de-ferro e dos transportes.

No alçado tardoz interior, é dado particular destaque à produção oleira do Felgar, com registos fotográficos do Prof. Doutor Santos Júnior, bem como vários objetos em barro desta produção local.

O centro da sala é preenchido por um conjunto de vitrinas contendo uma valiosa coleção de aparelhos fotográficos que remontam ao séc. XIX, aliadas a diversos acessórios para a obtenção de fotografias: telémetros, fotómetros, prensas de copiar, caixas de películas fotográficas, acessórios para iluminação, manuais de fotografia e ainda duas máquinas de projeção de filmes. De realçar uma câmara escura para tripé do séc. XIX, em madeira, bem como uma multifuncional prensa de copiar. Ainda no piso inferior, encontra-se um posto informático onde se podem visualizar milhares de fotografias, já convertidas em suporte digital, provenientes dos fundos pertencentes a este núcleo museológico e que se encontram em arquivo.

No piso superior, é de realçar, expostos na parede lateral, no seguimento do corredor, um conjunto de frascos de químicos de revelação e fixação, uma balança de precisão, tanques de revelação, cuvetas, provetas, lavadores de zinco para chapas de vidro, e outros materiais de apoio à arte fotográfica. De realçar ainda, um conjunto de fotografias relativas à dança das fitas de Torre de Moncorvo, com registos de 1920, assim como das suas últimas atuações e uma série de fotografias alusivas à visita da Virgem peregrina de Fátima, a Torre de Moncorvo, em 1953. No espaço contíguo ao arquivo, contempla-se um painel com fotos alusivas a registos importantes da região, destacando-se uma grande imagem da Santinha de Vilar Chão, assim como a máquina de estúdio do grande fotógrafo José Peixe.

A visita termina numa sala, apetrechada com imagens e objetos de coleção familiar, pretendendo ser um espaço de reunião e partilha de informações e memórias.