História

O Museu do Ferro nasceu em finais de 1983, no bairro mineiro da Ferrominas (no Carvalhal, a cerca de 15 km da sede do concelho), quando esta empresa mineira, início da década de 50 do século passado, se preparava para relançar a extração de minérios de ferro em grande escala. Esse projeto, que criou enormes expectativas na região, estava intimamente relacionado com o incremento da Siderurgia Nacional, localizada no Seixal e que funcionou desde o início dos anos 60 até 2002. Contudo, o desinteresse da Comunidade Económica Europeia pelo projeto arrastou o abandono do mesmo por parte do Governo português, levando ao encerramento das minas de Moncorvo, por volta de 1986, e à liquidação da empresa.

Como consequência, o museu ficou um pouco esquecido e subaproveitado, situação agravada pela distância em relação à sede do concelho. Por este motivo, em 1995 acabaria por ser transferido para a Torre de Moncorvo, após negociações entre a Câmara Municipal e o novo proprietário das minas, a EDM (Empresa de Desenvolvimento Mineiro), vindo a ser localizado num solar de traça seiscentista, junto da igreja matriz (monumento nacional dos séculos XVI-XVII).

A gestão do museu ficou a cargo do PARM (Projeto Arqueológico da Região de Moncorvo), uma associação local de estudo e defesa do património, mediante protocolo celebrado com a Autarquia em 1993 e renovado em 2002.