Espaços

O Museu do Ferro & da Região de Moncorvo  encontra-se instalado no solar do Barão de Palme, séc. XVIII, no Largo Balbino Rego, em Torre de Moncorvo. Trata-se de um edifício de traça simples, com escadaria exterior e varanda de alpendre.

O Museu dispõe dos seguintes espaço: edifício principal, jardim anexo, auditório e área para reserva e depósito.

No 1.o andar do edifício do museu, a que se acede por uma escadaria exterior, encontra-se o posto de receção que orienta o visitante para uma área de acolhimento denominada Oficina do Conhecimento. Aqui se indicam, em imagens-satélite, os dois principais acidentes geomorfológicos que influenciaram a história económica da região: o vale da Vilariça, particularmente fértil, e a serra do Roboredo, onde jazem mais de 670 milhões de toneladas de minérios de ferro (hematite e magnetite). O vale da Vilariça corresponde a uma falha tectónica irrigada pela ribeira do mesmo nome, que aqui se encontra com o rio Sabor, e este com o Douro, propiciando a ocupação humana desde remotas eras. Como prova disso, nesta sala é exibida uma estela-menir antropomórfica do período calcolítico (Idade do Cobre), com cerca de 1,57 m.

Ainda neste espaço, podem-se ver outros aspetos do património da região, através de uma projeção audiovisual, ou, em alternativa, documentários breves, além de um filme da década de 50 do século passado, sobre o trabalho nas minas de Moncorvo.

Ao lado da Oficina do Conhecimento está a sala destinada à arqueologia e história da região, mas que presentemente é utilizada para exposições temporárias.

Em outra ala do 1.o andar encontra-se a Sala do Ferro, organizada em cinco temas:
  1. Forjas, ferreiros e ferrarias, em que se faz uma abordagem do ciclo do ferro na pré-indústria (mineração, metalurgia e trabalho da forja), onde se pode visualizar objetos e ferramentas relacionados com a atividade do ferro, desde escórias a produtos dos ferreiros, um fole e outros utensílios da forja.
  2. Geologia e minas, com uma pequena coleção geológica, reprodução de fotos e documentos.
  3. Origens da indústria do ferro, com diagrama da evolução dos fornos de fundição e destaque para materiais da época romana recolhidos na década de 50 na mina da Carvalhosa e em 1983 no escorial de Vale dos Ferreiros.
  4. Impacto da Revolução Industrial em Portugal, com referência à experiência proto- industrial de Chapa-Cunha (Mós, Torre de Moncorvo), onde funcionou uma forja de tipo catalã, até às chamadas “fundições secundárias” dos séculos XIX e XX.
  5. História mineira da Ferrominas, a empresa mineira que de 1951 aos anos 80 se dedicou à extração e exportação do minério de Moncorvo.

Ainda no 1.o andar, está a pequena sala do Centro de Documentação, onde se guardam plantas, documentos diversos e livros especializados.

No rés-do-chão encontram-se as reservas, contendo material arqueológico e objetos metálicos, procedentes de prospeções e escavações realizadas no concelho de Torre de Moncorvo.

A partir do rés-do-chão pode-se aceder às traseiras do museu, onde se estende, por vários socalcos, um belo jardim, povoado de árvores e plantas da região.

Ao fundo do jardim, um amplo auditório de planta semicircular, onde se realizam inúmeros eventos, de acordo com a programação cultural do museu: exposições de pintura, de fotografia, palestras, etc.